Todos sabemos que para entrar na Argentina basta apresentar o RG ou Passaporte. Porém eu imaginava que tivéssemos direitos de trabalho e residência iguais aos nativos (semelhante ao que acontece na Europa).
Entretanto, descobri que para cursos universitários, para trabalhar ou residir na Argentina é necessário se aplicar para um visto. Abaixo os requerimentos básicos (copiado da lei):
a) Passaporte válido ou carteira de identidade conforme a Resolução GMC 75/96, ou certificado de nacionalidade expedido por agente consular do país de origem do requerente de forma que conste a identidade e nacionalidade do requerente;
b) Certidão negativa de antecedentes judiciais e/ou penais e/ou policiais no país de origem;
c) Declaração, sob as penas da lei, de ausência de antecedentes nacionais ou internacionais, penais ou policiais; e,
d) Pagamento das taxas legais.
Felizmente isto não se aplica ao meu caso que deve passar apenas duas ou três semanas por lá em um curso de língua. Para este caso não encontrei nenhuma restriação. Enviei um e-mail para a escola Lenguas del Sur onde devo estudar para me certificar disto! Assim que tiver resposta colocarei aqui!
Fiquei um pouco triste pois certamente procuraria emprego ou bico por lá para tentar estender minha estadia. Infelizmente não será possível.
Pois é amigos, depois da jornada Irlandesa, começo agora minha jornada Sulamericana. Apesar do sentimento de missão cumprida que comentei no E-Dublin, no mesmo artigo ficou o sentimento de quero mais!
Quando fora, vemos que o Brasil tem muitos problemas, mas que não é um privilégio nosso. Vemos também existem milhões de formas de se viver. Decidir ir à um país da América do Sul foi uma forma de preparar para a volta da rotina, vendo que mesmo pertinho, temos diferentes possibilidades... Eu ainda não sei o que me espera lá, mas sei que assim como em Dublin, vou conhecer muitas coisas e muita gente interessante!
Começando minhas pesquisas para finalmente ir no meio de março para território inimigo (do Boca Júniors, Velez e River Plate). A primeira decisão foi que em vez de gastar 800 reais para ir de avião, vou usar este dinheiro para ir de ônibus, passando por Curitiba e Foz do Iguaçu na ida, e Montevidéo e Porto Alegre na volta. Serão horas e horas dentro de ônibus, mas acho que vale a pena.
Cheguei as primeiras conclusões a respeito de passagens de ônibus agora.
Buenos Aires - Montevidéu: R$85 (Navio - Ferry Líneas) Montevidéu - Porto Alegre: R$150 (Viação Unesul) Porto Alegre - São Paulo: R$150 (Viação Itapemirim)
Total Ida e Volta: R$920
Caso eu fosse de avião o custo seria das passagens seria hoje de R$780. Mais custos de translados.
Desta forma serão aproximadamente 70 horas dentro de ônibus! Mas acho que sobrevivo...
Ainda estou pesquisando mais sobre escolas / albergues e custo de alimentação por lá! Os próximos artigos a respeito da viagem vou colocar estes detalhes.
Prometi no post inaugural deste ano, e aqui está! O que eu vou contar aqui hoje é uma história de doente, um doente da mente, que ao contrário do que as vezes pensamos, não é o louco, mas existem muitos doentes da razão, são racionais, que se matam, dia-a-dia, buscando razões para tudo que acontece, para tudo que fazem.
Existem duas formas de se pensar a vida: viver pensando sobre os que está acontecendo, ou viver pensando o que vai acontecer.
A primeira mais simplória e ideal, é, pra mim, bem explicada pelo Gabriel, O Pensandor. Ele vê algo, entende, pensa e transforma isto em algo bom, no caso uma música. Mas não precisamos ir tão longe, se o algo bom gerado for apenas a própria consciência, já estamos no caminho. Vi este vídeo que fizeram para uma música do Gabriel, O Pensador. Acho a música boa, e o vídeo, calhou bem.
A segunda é triste, pedi um depoimento ao Mané, O Planejador. Espero que reflitam.
" Eu tinha 18 anos, e comecei a perceber que fazia tudo meio sem pensar. Tomava um pileque, e não lembrava no outro dia. Que tempo difícil, graças a Deus isso passou, noites que eu mal dormia, e mal sabia o que tinha acontecido, e o pior, mal sabia o que ia acontecer... só de pensar já me dá agonia.
Uma vez, aos 21, eu fiz uma bobagem: sai mais uma vez com meus amigos, sem planejar. Chegando lá, eu tinha levado meus 30 reais (valor máximo para uma balada não planejada, podiam ser apenas 2 por mês), deu alguma coisa em mim, quando vi, já estava conversando com uma menina, maldito impulso. Papo vai, papo vem mais uma vez, maldito impulso, acabamos no Motel, a noite que eu pretendia gastar trintinha, morreu em mais de 100. Decidi que dali para frente eu só ia para o motel quando planejado.
Aos 22, ainda me recuperando deste mal de agir pela emoção, eu ainda tinha algumas recaídas. Eu saí, sábado a noite com a minha namorada, aniversário de 1 ano de namoro. Planejei tudo, mas como tinha planejado coisas para o domingo, resolvi que aquele dia eu deveria voltar para casa logo depois do jantar. Fomos pro carro, ela começou a me beijar, passar a mão onde não devia... Quando vi, estava dirigindo para o motel. Felizmente, consegui me controlar e levei-a para casa, e antes da meia-noite estava de volta a meu domicílio. Pouco depois, ela terminou comigo, disse que eu estava ficando muito chato, mas eu também não aguentava mais as intempestias dela.
Aos 25, eu estava praticamente curado. Tinha meu dia na agenda. Todas as contas na ponta do lápis. Todos os telefones dos meus amigos salvos em 3 lugares diferentes, dois digitais e um físico. Eu me conhecia como ninguém se conhecia. Me sentia praticamente um mestre do tantra, ou um samurai de filme, que se conhece a todos os limites. Um jovem promissor.
Dos 26 aos 30, minha vida foi simplesmente perfeita. Um planejamento no MS Project, em que todos os projetos foram completados a 100% e dentro do prazo. As namoradas que quis, a primeira noite quando planejei. A mudança de emprego e a promoção. Cada passo, medido com precisão, estava até perdendo a graça.
Aos 32, 7 meses, 5 dias, 9 horas, 32 minutos, e 7 segundos, após escovar o dente no dia 25 de maio de 2008. Dia ensolarado que fazia 27 graus, ventos de 13km/h, humidade relativa do ar de 18% em São Paulo, Barra Funda. Fui para a cozinha para tomar meu café da manhã.
Cheguei lá, e vi muitas coisas. Vários armários entiquetados "pratos", "cumbucas", "panelas". Olhei a geladeira... o fogão... a torradeira, e não sabia o que fazer. Eu não tinha planejado o café da manhã. Voltei pro quarto, sentei ao Laptop, e fiz rapidinho o planejamento do café da manhã, afinal de contas o planejado era que eu só teria 20 minutos para planejar e executar.
Peguei o carro na garagem, ainda sem entender o que tinha acontecido. Tudo estava meio confuso, mas felizmente eu tinha comprado um GPS, e minha viagem até o trabalho foi traquila. O dia de trabalho também foi ótimo, sem contar o almoço que tinha planejado ir com meu chefe, mas ele não pode. Fui sozinho ao local e pensei sobre os assuntos que queria discutir.
Quando cheguei em casa, pela primeira vez nos últimos 5 anos, replanejei uma atividade. Em vez de assistir o Jornal, parei um pouco para pensar sobre o episódio matinal. Logo concluí que para evitar problemas, precisava planejar minhas refeições. Passo-a-passo, tempo de forno, de limpeza, troca de botijão de gás, etc.
Quando isto estava pronto, fui fazer a janta, seguindo o planejando que eu tinha acabado de preparar. Sendo assim, não tive novidades. O arroz ficou ótimo e não restou um grão sequer. Senti renovado para começar o próximo dia com o pé direito, como o planejado.
35 anos, 2 meses, 3 dias, 1 hora, 1 minuto e 57 segundos. Fui ao banheiro. Terminei minhas necessidades, olhei para o lado, não havia papel higiênico. Eu não sabia o que fazer. A primeira coisa foi ligar para minha empregada e dar uma bronca dela. Desliguei o telefone e não sabia o que fazer, isso não estava no meu planejamento. Como era sábado e os planos não envolviam grandes danos, resolvi ficar no banheiro até a hora de tomar banho, então eu poderia me limpar.
Como não havia papel higiênico, planejei não ir ao banheiro no próximo domingo, apenas na segunda-feira, ao chegar do trabalho, como sempre. Infelizmente, meu intestino não concordou com meu planejamento, e durante a reunião de status semanal ele começou uma revolução. Utilizei o processo de conversão enquanto pude. O problema é que a conversão muitas vezes é danosa a área habitada. Mais uma vez, tive que replanejar meu almoço, e utilizar 15 minutos dele para outro fim, fisiológico desta vez.
37 anos e duas horas. Planejei ir ao motel com a secretária, cheguei lá, mas... Ela foi embora em 30 minutos, eu fiquei 4 horas para seguir o planejamento.
39 anos, 11 meses, 7 dias. Alarme tocou. Eu costumava saber decor o que fazer. Não lembrava. Felizmente o notebook estava ao alcance das mãos. Dizia que a primeira coisa que eu tinha que fazer era me trocar. Pensei, pensei... tinha algo para fazer antes disso, mas eu não lembrava o que. Depois de 2 minutos e 37 segundos pensando, concluí que o primeiro passo era levantar. Mais uma vez, tive que replanejar algumas atividades, para replanejar o planejamento, colocar mais detalhes.
Como as atividades estavam muito detalhadas, precisava tê-las sempre a meu alcance, e passei as atualizar também em meu palm-top.
39 anos, 11 meses, 24 dias. Inseri no planejamento: para frente e para trás 40 vezes no lado esquerdo, 40 no lado direito, 40 no lado direito. Frente, sobre e atrás... Cortar carne, por na boca. Pegar arroz e feijão, por na boca. Mastigar 10 vezes no lado direito. Repetir até acabar a comida do prato (mas quando acabava a carne eu não sabia mais o que fazer).
39 ano, 11 meses, 29 dias. Fui dormir, 22 horas, como o planejado para uma terca-feira. Mas a 00:01, um batalhão de amigos entraram pela porta do meu quarto. Cantando parabéns, com bexigas e presentes em suas mãos. Eles achavam que eu precisava quebrar a rotina.
Eu acordei, assustadíssimo, não sabia o que fazer. Meus olhos mal se mexiam, eu me perguntava "o que eles estão fazendo aqui? o que está acontecendo?". Eu não tinha um plano B pra esta situção, não sabia o que fazer. De repente saí de baixo da coberta (que me protegia dos “invasores”) comecei a gritar para que todos saissem. Alguns falavam para eu ter calma, até meu chefe estava lá e disse que eu não precisava trabalhar no dia seguinte. Eu não ouvia a ninguém, meus olhos não piscavam. Não parei até que todos tivessem deixado minha casa.
Voltei para a cama. Eu não piscava, não sabia o que era isso. Eu pensava "dormir, dormir, dormir, dormir". Mas não dormia. Eu havia me esquecido como fazia para dormir. Abri o Google, mas eu não encontrava o "sono básico", apenas tântricos, na água, terapeuticos, mas não o princípio de como dormir. Eu sabia que era na cama, mas não sabia como. Meus olhos, que não piscavam mais, começaram a secar.
40 anos. 7 e meia da manhã meu despertador tocou. Era hora de acordar, mas eu não havia dormido. Segui os passos do meu planejamento para aquele dia.
Como era meu aniversário, eu tinha colocado espaços para assuntos aleatórios no plano do dia. Aproveitei estes momentos para indiretamente perguntar como se fazia para dormir.
- Então Joana, como você dorme? - Normalmente de bruços, mas que pergunta é essa? - Nada não, curiosidade. - Eu ein! - Mas na verdade, eu queria saber antes disso... - tentei mais uma vez. - Como assim? - Não a posição, mas o como mesmo... - Ué, apaga a luz, fecha o olho e dorme... Não to te entendendo Mané. - ... - Aliás, você tá com um olhar estranho, não está piscando. Está com cara de quem não pregou o olho está noite. - Pois é... - Espero que tenha aproveitado - sorriu. - Aproveitei sim - sorrindo amarelamente.
Depois desta conversa, me lembrei que precisava piscar. Para evitar problemas, inseri no meu planejamento. Coloquei também, respirar lá, caso eu venha a esquecer algum dia.
Ao menos, felizmente, eu comecei a colocar em meus planejamentos tempo para planejar os próximos planos. Caso eu não tivesse feito isso antes de terminar o planejamento inicial, não sei como...
Anos terminam, anos começam. O que este tem de diferente dos outros? Uma crise? Aquecimento Global... Na verdade nada disso é novidade, este ano só será diferente dos outros caso você decida que assim será!
Para o HomeroCarmona.com, este será um ano diferente. A primeira mudança é que este não é não é mais o Manual da Vida Corporativa! este é simplesmente HomeroCarmona.com, que contém () o Manual da Vida Corporativa. Mas a partir de agora também está contido () no HomeroCarmona.com o LSS (Lifespan Soundtrack), que é representado pelo violão logo abaixo do meu perfil!
Qual o motivo desta mudança? Não, eu não quero virar um portal, apenas queria que meu blog se tornasse humano, afinal não só de trabalho se vive. Por que eu tenho que falar só de trabalho e coisas relacionadas? Não, isto é só uma parte da minha vida, portanto, está será só uma parte do meu blog!
Por que o LSS? Bom, porque música é parte imprescíndivel da minha vida, e ele merece um blog dedicado só pra ela. Sem pretenção, mas acho que todos deveriam ter algo como este blog, ter uma lista de músicas favoritas (outro poderiam ter de livros, filmes, etc.), ou mesmo mais odiadas, que façam parte da sua vida... é a trilha sonora da sua vida. Ele é meu primeiro projeto em inglês (tá bom, na verdade é o segundo o primeiro está em pausa por tempo indeterminado, hehe), e ele é a melhor forma que encontrei de me manter em contato com todo o mundo, uma vez que além de brasileiro, sou cidadão do mundo, do Universo.
Essa minha vida aqui na Europa, contada no E-dublin (que também é parte do HomeroCarmona.com), vem mudando muito meus conceitos, e um deles é em relação a barreiras! Não existe motivo, razão para criar barreiras para o que você quer fazer da sua vida, nem para o seu blog (tá bom, para o blog existe motivos, mas não no meu caso).
Estes dias eu escrevi no E-dublin, falando um pouco das coisas que aprendi por aqui. E não se limitar é o caminho para a felicidade (Leia aqui). Ninguém é velho, novo, obrigado a fazer algo, todos fazemos porque queremos e assim sempre será até que decidamos o contrário. Pode ser por um filho que veio ao mundo, uma oportunidade de tentar pela última vez algo que você sempre quis, mas tudo isso, pode adiar, não determinar o fim das chances de fazer algo.
Não acho que todos devam começar a fazer algos impensados daqui para frente, e viver em uma loucura, o limite é sempre o bom senso. Mas precisamos nos preocupar um pouco menos com o "senso comum" (isso não serve pra isso, isso não se faz, isso não é idade, isso não é jeito) e também um pouco menos com o que as outras pessoas vão pensar, no sentido de que o seu bom senso, é diferente dos demais, e ele só deixa de ser bom senso quando é prejudicial a outrem.
Porem, não quero entrar em questões do que é certo, ou do que é errado. O fato é que nem tudo precisa de uma razão específica para ser feita, se isso acontecer, vamos precisar até de nos explicar (o motivo) para piscar o olho, vamos precisar planejar seu piscar de olhos e sua respiração. Aguardem, esta semana vocês vão saber mais a respeito! =o)
Hoje fui trabalhar em um evento pela With Taste, e em certo momento fui delegado a colocar suco de laranja em 15 jarras.
Eu tinha 4 galões de 5 litros de suco de laranja para fazer isso. Como eu estava fazendo isso em uma mesa que estava encostada na parede, a última fileira de jarras, próxima a parede, era a mais difícil de colocar o suco.
Comecei a colocar o suco, me esgueirando, segurando o galão com as duas mãos, prestando toda a atenção do mundo para não derramar o suco. Uma a uma, calmamento... ufa! Sucesso! Consegui colocar em todas da última fileira sem derramar uma gota. Parabéns pra mim!
Gosto sempre de começar pela mais dífícil, primeiro foi a maaaaais difícil, a segunda seria a segunda mais difícil, a fileira do meio e por último a fileira mais próxima a mim. Como tinha ido bem na primeira fileira, estava mais tranquilo, menos preocupado ao colocar o suco, foi quando... Pluft! derrubei algumas gotinhas para fora...
Poxa! Que droga, eu tinha ido tão bem na primeira e mais difícil =/ . Isso me lembrou a história que sucedeu último clássico entre São Paulo e Palmeiras neste brasileirão.
Todos falavam em "não esmorecer" após um jogo tão bom. Foi assim que senti, estava confiante pois tinha ido tão bem na primeira etapa, que relaxei na sequência...
Mas tudo bem, não foi nenhum desastre, apenas uma gotinha. Continuei...
Bem, agora que meu sonho pela perfeição já não era mais possível, continuei colocando suco nas outras jarras sem me preocupar muito. Alguém adivinha o que aconteceu?
Mesmo na última, e mais fácil fileira, derramei mais algumas gotinhas de suco para fora das jarras. Eu já não tinha mais a concentração e "entusiasmo" (se é que pode-se dizer isso para o ato de despejar suco em jarras) e acabei com um desempenho muito pior do que eu planejei no começo e do que eu imaginava ter depois de cumprir a missão mais complexa.
Mais uma vez, parece mais um insight bobo, que vem de uma situação ainda mais boba. Entretanto, guarda duas mensagens importantes: será que não nos empolgamos tanto com nossos bons desempenhos, que frequentemente, grandes sucessos são sucedidos por algum tipo de insucesso / decepção?
E será que quando, mesmo que sem querer, fazemos alguma coisa errada, isso nos "prepara" para fazer mais coisas erradas? Talvez isso motive o ladrão: "roubei um chocolate e ninguem viu, acho que vou pegar outra coisa também"? O traidor: "já trai ela uma vez... uma ou duas, qual a diferenca?". O guloso: "já comi 3 bolachas, essa última que está sobrando não vai fazer mal"? O cidadão comum: "Já tá sujo mesmo, vamo que vamo"? O profissional médio: "Mandei errado da outra vez, e não deu nada. Pra que revisar? Vai assim mesmo"?
Não acho que isso aconteça de caso pensado, mas quando a primeira gota cai fora do copo, a segunda, terceira, quarta... muitas vezes não demoram a cair...
Ah, boas lembranças... minha primeira vez em solo estrangeiro. Meu destino final era o Q-Center, em St. Charles, cidade satélite de Chicago.
Mas aproveitando que ia para os Estados Unidos para fazer o Core Analyst School da Accenture, por que não passar em outra cidade e ver um show da minha banda favorita, o Sister Hazel?
O show aconteceu na cidade de North Myrtle Beach, South Carolina, no House of Blues.
Cheguei no aeroporto da cidade, e em vez de alugar um carro logo de início, preferi pegar um taxi até um Motel qualquer, desde que próximo ao House of Blues.
Chegando no Motel, a diária era 77 dolares, por dia. Valor muito acima do que eu esperava. Andei um pouco pela região, e descobri que a cidade de North Myrtle Beach não tinha nada para fazer. Toda a badalação, shoppings, etc. ficava em Myrtle Beach. Ambas as cidades eram minúsculas, mas entre uma e outra havia uma viagem de cerca de meia hora.
Dai então somei: hotel caro + nada para fazer além do show = preciso arranjar um Motel em Myrtle Beach.
Entrei na internet, e fiz uma reserva de um carro para o dia seguinte. A locadora ficava a duas quadras de onde eu estava hospedado.
Cheguei então na Enterprise Car Rental, e solicitei o carro. Entretanto, eles só alugavam carros para quem tivesse carta de motorista americana ou internacional. No caso, eu só tenho a CNH mesmo.
Eu perguntei então se havia alguma outra locadora que alugaria um carro para mim. O atendente prontamente disse que a Hertz possivelmente o faria. Na sequencia, ele pediu para eu esperar um pouco.
Ele fez uma ligação para alguém da Hertz, falando da minha situação. Disse também que tinha feito uma reserva com eles, e eles não poderiam me fornecer o serviço.
A Hertz, ficava a cerca de 15 minutos de carro da onde estávamos. Eu precisaria pegar um taxi para ir até lá. Mas, eu não precisei me preocupar com isso.
O atendente da Enterprise, chamou um funcionário que cuida dos carros na garagem, e pediu para que ele me levasse até Hertz. Bom, isso já seria excepcional, mas teve mais.
Já no carro, fui conversando com o motorista, e disse que tinha procurado alguns moteis em Myrtle Beach, e perguntei se ele conhecia algum outro, ou se sabia como chegar no que eu falei.
Ele perguntou o endereço do motel que eu falei. Como as duas cidades tinham avenidas com nomes iguais, ele fez questão de passar na avenida da cidade North Myrtle Beach, onde estávamos, para garantir que eu tinha visto o endereço certo do Motel. Fomos até lá, e realmente eu tinha o endereço de Moteis de Myrtle Beach.
Quase meia hora depois rodando pela cidade vendo se os moteis que eu tinha eram realmente de Myrtle Beach, chegamos a Hertz.
Agradeci milhares de vezes. Eu estava inconformado, completamente surpreendido pela quantidade de favores que me fizeram, e ainda por cima me levaram até o concorrente.
Enfim, entrei na Hertz, e fui até o atendente.
- Oi, eu estava na Enterprise, porém eles não podiam locar pra mim por causa da minha habilitação. Então o John ligou para vocês. Foi com você que ele falou? - Foi comigo mesmo. Nós temos alguns carros disponíveis aqui!
Eu obviamente solicitei o mais barato. O carro que eu havia reservado na Enterprise, custava, somente a locação (sem seguro), 30 dolares.
- Então, o mais barato que temos é o Chevrolet Cobalt, que custa 85 dólares a diária.
Fiquei branco, eu estava a 15 minutos do Motel, no meio do nada, e o preço era absurdamente mais caro. Voltar para o motel custaria alguns preciosos dolares. Então, disse:
- Poxa, 85. O carro que tinha reservado na Enterprise era 30, vocês não tem nenhum mais barato? 85 é realmente fora de cogitação pra mim.
Ele pediu um momento e ligou para a Enterprise.
- Tudo bem! Este é o carro mais barato que temos, mas vamos melhorar para você.
Ele comecou a mexer no computador, e finalmente chegou em um novo e ótimo valor. E se desculpou na sequência.
- Posso fazer por 44 pra você. Tentei fazer por 30, mas o sistema da Hertz não deixa, ja coloquei todos os descontos que eu poderia fazer – mostrando no monitor o erro que dava quando ele tentava abaixar mais o preço.
Eu quase chorei de alegria. Não podia ser verdade.
Somando seguros (peguei todos possiveis e imaginaveis), o preço ficou em 88/dia.
Claro que o valor 85/dia no carro era muito caro para o carro, mesmo sem ter uma reserva, e esse descontão fez parte de um chaveco. Porém, chaveco a parte, a única coisa que posso dizer sobre o atendimento é: sensacional! Os concorrentes se ajudaram, a Enterprise gastou dinheiro levando um cliente para Hertz.
Será que são do mesmo dono? Será que isso só aconteceu porque era uma cidade do interior? Será que dei sorte de encontra pessoas super prestativas? Será que é tudo isso junto e mais alguma coisa?
Eu sinceramente não sei responder essas perguntas, só sei que isso rendeu: peguei o carro, fui para Myrtle Beach, achei um Motel pela metade do preço, mais bem localizado, de frente pro mar e mais limpo. Fui ao shopping, comprei um monte de coisas, fui a balada, etc, etc, etc. Fiz dinheiro para cidade, sem o carro não o teria feito! Foi o estado da arte na questão de atendimento pra mim…
Minha dúvida é: será que isso se repetiria no Brasil?
É amigos, acho que muitos dos que visitam o E-dublin, também visitam o meu blog e o do Edu Giansante. Mas acho que depois de algumas outras porabenizações, divulgações espotaneas etc. chegamos a um ponto que eu sinceramente nao esperava: saímos na Folha de Sao Paulo!
Fizemos uma pequena entrevista por e-mail com a Marina Della Valle na sexta-feira da semana anterior, e 6 dias depois saímos no caderno de Turismo, inclusive com certo destaque.
Coloquei abaixo a reportagem escaneada que saiu no periódico na quinta-feira da semana passada.
O blog foi uma idéia simples, que no começo tinha apenas a intenção de registrar nosso dia-a-dia e colocar algumas dicas relevantes. Porém, não é comum as pessoas fazerem isso com seriedade e clareza. Juntamos isso com um pouco de humor e simpatia e temos o que o blog é hoje. Agradeço cada dia pelo reconhecimento que temos tido.
Acredito que o grande aprendizado desta história é "ajudar"! Acho que as pessoas então carentes de ajuda, carentes de ajudar e serem ajudadas. Até agora ajudar tem sido muito divertido e recompensador, basta descobrir qual é a forma de ajuda que mais te agrada... e então, pratique ajuda! =o) www.E-Dublin.com.br E-Dublin Groups Notícia na folha online Divulgação no BlueBus
Paulistano convicto, mas cidadão do mundo que já passou por 30 países e muitas histórias. Administrador, atualmente trabalho como Consultor de Produtos na Atento.