Caso Knights Catering
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Postado por Homero Carmona às 20:00 3 comentários
Marcadores: Dublin, Garcon, knights catering, Profissional
Artigos Relacionados:Amanha vou fazer entrevista em duas agencias de recrutamento. Fui chamado? Nao, nao... na verdade semanalmente eles tem entrevistas aleatórias. Ambas escolheram a quarta-feira.
Amanha saberei melhor como funciona, mas a princípio gostei da idéia. Ambas empresas estabeleceram um horário durante o dia em que profissionais podem ir até seus escritórios, levando um currículo debaixo do braco, e simplesmente fazer uma entrevista.
Quando um candidato chega lá, ele escolhe a sua área de atuacao, e a pessoa resposável faz uma entrevista, tendo vagas ou nao.
Ambas as empresas tem escritórios bem longe do centro da cidade, por isso acredito que nao haverá muitas pessoas na fila. De qualquer forma, é uma forma inteligente de criar um arquivo de profissionais capacitados em trabalhos gerais (administrativos, atendentes, hoteleiros, etc).
Pode ser que hoje nao tenha nenhuma vaga aberta no perfil de alguém que foi entrevistado, porém amanha, um dos clientes deles pode ligar, e calhar de precisar justamente de pessoas com aquele perfil!
Vejo isso como uma idéia pro-ativa e que visa melhorar a qualidade do banco de dados. Se eu trabalhasse em uma agencia dessas, certamente proporia algo semelhante.
Visitem: www.noel.ie e www.celticcareers.ie
Postado por Homero Carmona às 12:14 0 comentários
Marcadores: candidato, Celtic Careers, cliente, Noel, perfil, Profissional, recrutamento, trabalho
Artigos Relacionados:Não existem regras no meio corporativo, mas existem formas justas e honestas de realizar as coisas.
Porém, nossa experiência mostra que a sinceridade, assim como na vida pessoal, é sempre o melhor caminho.
"Demissão honesta" é quando as duas partes, empregador, e empregado sabem antecipadamente do fato, e tem plena consciência do porque está acontecendo.
Eu vou contar minha última experiência, em que pedi demissão, porém, vou pedir o Rogério iniciar uma história, da última vez em que ele teve que demitir um subordinado.
Para iniciar qualquer história, é preciso salientar, que em tudo nessa vida é necessário franqueza e objetividade. Dito isso, a minha gestão, sempre embasada na tranquilidade, confiança e responsabilidade de cada um busca trazer um ambiente mais tranquilo para todos.
Neste cenário, todos estão abertos a darem idéias, ajudarem, pedirem ajuda, dar e receber feedback.
Meu último estagiário recebeu feedbacks, praticamente diários:
Segunda...
- Faz isso pra mim até amanhã... por favor!
- Ok!
Terça...
- Ta pronto?
- Pô, esqueci
- Quando eu peço com um prazo é por que preciso que ele precisa ser cumprido! Não é a primeira vez que você me dá uma dessa!
Quarta...
- Desculpe Rogério! Tive médico agora de manhã.
- Ok! Tente me avisar antes da próxima vez. E o que eu te pedi, está pronto?
- Ah, você ainda precisa? Pensei que...
- Da próxima vez me pergunte, por favor.
Quinta... Reunião de feedback!
- Acho que você precisa se comprometer um pouco mais... Tentar se organizar melhor, vida pessoal e profissional. Tem algum problema, algo que possamos gerenciar?
- Desculpe Rogério. Concordo que não estive 100%, mas vou melhorar.
- Ok!
Semana seguinte, e nada muda. Na próxima segunda-feira.
- Anderson, vamos conversar na salinha por favor...
-...Anderson, o que eu faço com você?
- Como assim Rogério?
- Você não entrega nada no prazo e como eu quero. Chega atrasado sem aviso prévio... e a única situação que te deixei tocar sozinho, deu a maior confusão. O que acontece?
- Desculpa Rogério...
- Se você fosse eu, o que você faria?
- Olha Rogério, eu sei que não venho bem... mas...
- O que você faria?
- ...
- Amanhã, passe no DP, por favor.
- Não Rogério, estou com um monte de problemas em casa...
- Você poderia ter me falado isso antes...
A resposta que estava na língua dele era "eu me demitiria". Mas ele tinha tanto medo, que nem no momento mais tenso, conseguiu admitir e ser sincero. Não adianta correr atrás do prejuízo. Quando é uma demissão comum, sem motivos de cortes de custo, o demitido sabe que isso está prestes a acontecer, e só depende dele contornar... sendo sincero consigo, e com quem mais seja necessário.
Este é um dos sentidos da coisa. Quando o funcionário é desligado, ele precisa saber o porquê antecipadamente, e caso hajam motivos, é preciso que isto seja feito no momento certo.
No meu caso, quando me desliguei, já programava isso havia praticamente 1 ano. Almejava uma viagem ao exterior, conhecer novas culturas, e fazer um curso. Na época eu era apenas um analista, jovem e cheio de esperança.
Quatro meses antes da minha viagem, quando tudo já estava acertado, chamei meu gerente para uma conversa (vou colocar o pseudonome de João nele para este texto).
(O Jeferson realmente não é muito criativo pra nomes, enfim...)
- João... desde ano passado venho programando uma viagem, a realização de um sonho, e uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, que não acontece duas vezes na vida. Viajarei para a Europa, onde pretendo ficar um ano e meio fazendo curso de inglês e um de especialização em gestão em marketing.
João se ajeitou na cadeira... e eu continuei.
- A viagem está programada para daqui 4 meses, então, daqui 3 meses pretendo me desligar da empresa. Terei 1 mês para descansar e preparar os últimos detalhes. Faço questão de te avisar antes, para que possamos nos programar.
Não sei reproduzir as palavras dele, porém, o apoio foi total. Fez questão de manter as portas abertas para quando eu retornar, e com 3 meses de antecedência pode planejar a chegada de um novo analista.
A partir daquele momento, era difícil se manter 100% centrado nas tarefas da empresa, ainda mais com tantas coisas acontecendo, e tantas saudades florescendo. Mas, todos os esforços foram feitos para que se pudesse contar comigo como antes, ou até mais do que antes.
Na data da minha despedida... agradecimentos e desculpas de ambas as partes, mostrando a gratidão pela oportunidade de conviver em um ambiente no qual era visível a franqueza de subordinado e a compreensão e o apoio de gestores. Realmente, para mim, foi o estado da arte do que entendo por “demissão honesta”.
Os dois exemplos não se aplicam a todas as situações do meio corporativo, entretanto são exemplos capazes de justificar a honestidade e a franqueza em grande parte das situações de demissão.
Postado por Homero Carmona às 03:25 6 comentários
Marcadores: Corporativa, Demissão, Demissão honesta, Empregado, Empregador, Gerente, Manual da Vida Corporativa, Profissional, Subordinado
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