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sábado, 27 de agosto de 2011

Crônicas - Nada que tenho

Sabe aqueles tempos que a gente morre? é, um período que se você não tivesse vivido não faria a menor diferença na sua vida, e você até diz “o ano de 20... se não tivesse existido não faria a menor diferença”. Daí então acontece alguma coisa mágica (mágica nada, acontece uma coisa qualquer, só que como foi com você, parece aqueeeela coisa...), que muda sua vida definitivamente pra melhor (olha a gente se enganando de novo).

Ai a gente fica todo bobo, apaixonado. Vou abrir um parênteses, cá entre nós, quem aqui nunca se apaixonou por um emprego, por um grupo, por uma situação, por um amigo, de forma a ficar viciado naquilo... a gente se apaixona por tudo e por todos, quando a gente enjoa, esquece ou vira coisa normal quer dizer que foi paixão, quando a gente gosta pra sempre, ai então a gente ama, seja lá o que ou quem for. Fechado o parêntese, voltando ao assunto... aliás, onde eu estava mesmo? Ah, sim, a gente fica todo bobo e apaixonado, achando que aquele momento é a hora de ser feliz, que aquela é a pessoa pra se estar, que aquele é o lugar pra se estar... bobagem, as coisas mudam muito rápido, o pior é quando a gente quebra a cara tão feio que meio que desiste das pessoas, mas mesmo assim, a gente é burro, fica apaixonado de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo, e de novo...

Tem uma só forma de ser feliz nesse caminho, longe de mim querer dar conselhos, mas a única forma é desencanando dos problemas e ser especial para cada um com quem a gente olha no olho durante nossa vida. O problema dessa historia é que esse é um dom inato, que não depende de nós... E o pior de tudo, vem uns imbecis questionadores que nem eu, que acaba colocando caraminholas na cabeça dessas boas pessoas, que a partir daí começam a refletir “será que eu faço isso?”, é tão espontâneo que nem percebem, mas depois desse texto, podem começar a refletir e perder a espontaneidade (quem nem nosso amigo Mané, O Planejador). Pode parecer prepotência, parece que eu to me achando o dono da verdade, mas pense na sua historia de vida, não era sempre os menos culpados, os mais bonzinhos, que se sentiam mais pra baixo quando algo ruim era revelado?! é ou não é?

Eu vou continuar vivendo minha vidinha medíocre, refletindo sobre as ignorâncias alheias e esquecendo das minhas. Criticando a você, já que por mim mesmo nunca mais serei alguém... bons tempos aqueles em que eu era criança e era espontâneo. Tem uma cara no meu trabalho que ele é assim, inteligente, mas uma criança: espontâneo, feliz, simpático com todos, só tem lagrimas verdadeiras... é lindo quando se encontra alguém assim... Ah, conheci uma menina assim também, na noite de São Paulo, muita sorte né? Todo mundo tava pensando em procurar um padre, mas se bobear é mais difícil achar alguém assim na capela do que num escritório, numa balada ou no metrô de Sampa... procure ao redor, essas pessoas são como boa música, como uma boa comida, um bom cheiro... completam em sinestesia por si só!

Crônica datada de 26/3/2005, baseada em música autoral chamada "Nada que tenho".

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quem é nosso maior inimigo?


Sábado Passado eu estava voltando do Anima Mundi, ouvindo às músicas do meu Pen Drive, dentre elas, o novo CD do Green Day.... Quando ouvia a música abaixo Know Your Enemy (Conheça seu inimigo) tive uma insight que pode parecer bobo, mas não paramos para pensar...



Existe um estigma criado em nossa sociedade em que precisamos conhecer nossos amigos e saber identificar quem são nossos inimigos. TV, Novelas, filmes, livros vivem mostrando grupos de amigos e inimigos, como bons e maus (isso não existe!)... Mas fica a pergunta: Quem é nosso maior inimigo?

Todo dia, tem alguém causando o mal à alguém... Propositalmente ou não. Mas isso caracteriza alguém como inimigo? Mesmo que as ações sejam continuas propositais e direcionadas? Eu acredito que não...

Bom, felizmente não utilizamos muito esta palavra no nosso cotidiano "inimigo", entretanto ficar claro e intrínsico no rancor, no olhar, nas palavras que o sentimento de inimizade existe e é inegável.

Para ser breve, já vou finalizando. O sentimento de inimizade só existe pois você acredita nele, logo, não há ninguém, nem nada que seja seu inimigo (nem mesmo o tempo). O que há na verdade é uma postura, uma forma de encarar as coisas. Conhecer ao semelhante e tentar compreender suas atitudes é um dos caminhos para começar a perceber que nada pode te afetar, ao menos que você deixe isso acontecer.

Encare as coisas de forma positiva, compreenda as pessoas, se conheça, pense antes fazer, trate os seus ciúmes, apazigue seu rancor, não se desespere, acredite, esta é a melhor forma de vencer o seu maior inimigo: VOCÊ!


(A original dessa música com certeza vai para o Lifespan Soundtrack)

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