quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Era uma vez um cliente e um atendimento nos EUA...

Ah, boas lembranças... minha primeira vez em solo estrangeiro. Meu destino final era o Q-Center, em St. Charles, cidade satélite de Chicago.

Mas aproveitando que ia para os Estados Unidos para fazer o Core Analyst School da Accenture, por que não passar em outra cidade e ver um show da minha banda favorita, o Sister Hazel?

O show aconteceu na cidade de North Myrtle Beach, South Carolina, no House of Blues.

Cheguei no aeroporto da cidade, e em vez de alugar um carro logo de início, preferi pegar um taxi até um Motel qualquer, desde que próximo ao House of Blues.

Chegando no Motel, a diária era 77 dolares, por dia. Valor muito acima do que eu esperava. Andei um pouco pela região, e descobri que a cidade de North Myrtle Beach não tinha nada para fazer. Toda a badalação, shoppings, etc. ficava em Myrtle Beach. Ambas as cidades eram minúsculas, mas entre uma e outra havia uma viagem de cerca de meia hora.

Dai então somei: hotel caro + nada para fazer além do show = preciso arranjar um Motel em Myrtle Beach.

Entrei na internet, e fiz uma reserva de um carro para o dia seguinte. A locadora ficava a duas quadras de onde eu estava hospedado.

Cheguei então na Enterprise Car Rental, e solicitei o carro. Entretanto, eles só alugavam carros para quem tivesse carta de motorista americana ou internacional. No caso, eu só tenho a CNH mesmo.

Eu perguntei então se havia alguma outra locadora que alugaria um carro para mim. O atendente prontamente disse que a Hertz possivelmente o faria. Na sequencia, ele pediu para eu esperar um pouco.

Ele fez uma ligação para alguém da Hertz, falando da minha situação. Disse também que tinha feito uma reserva com eles, e eles não poderiam me fornecer o serviço.

A Hertz, ficava a cerca de 15 minutos de carro da onde estávamos. Eu precisaria pegar um taxi para ir até lá. Mas, eu não precisei me preocupar com isso.

O atendente da Enterprise, chamou um funcionário que cuida dos carros na garagem, e pediu para que ele me levasse até Hertz. Bom, isso já seria excepcional, mas teve mais.

Já no carro, fui conversando com o motorista, e disse que tinha procurado alguns moteis em Myrtle Beach, e perguntei se ele conhecia algum outro, ou se sabia como chegar no que eu falei.

Ele perguntou o endereço do motel que eu falei. Como as duas cidades tinham avenidas com nomes iguais, ele fez questão de passar na avenida da cidade North Myrtle Beach, onde estávamos, para garantir que eu tinha visto o endereço certo do Motel. Fomos até lá, e realmente eu tinha o endereço de Moteis de Myrtle Beach.

Quase meia hora depois rodando pela cidade vendo se os moteis que eu tinha eram realmente de Myrtle Beach, chegamos a Hertz.

Agradeci milhares de vezes. Eu estava inconformado, completamente surpreendido pela quantidade de favores que me fizeram, e ainda por cima me levaram até o concorrente.

Enfim, entrei na Hertz, e fui até o atendente.

- Oi, eu estava na Enterprise, porém eles não podiam locar pra mim por causa da minha habilitação. Então o John ligou para vocês. Foi com você que ele falou?
- Foi comigo mesmo. Nós temos alguns carros disponíveis aqui!

Eu obviamente solicitei o mais barato. O carro que eu havia reservado na Enterprise, custava, somente a locação (sem seguro), 30 dolares.

- Então, o mais barato que temos é o Chevrolet Cobalt, que custa 85 dólares a diária.


Fiquei branco, eu estava a 15 minutos do Motel, no meio do nada, e o preço era absurdamente mais caro. Voltar para o motel custaria alguns preciosos dolares. Então, disse:

- Poxa, 85. O carro que tinha reservado na Enterprise era 30, vocês não tem nenhum mais barato? 85 é realmente fora de cogitação pra mim.

Ele pediu um momento e ligou para a Enterprise.

- Tudo bem! Este é o carro mais barato que temos, mas vamos melhorar para você.

Ele comecou a mexer no computador, e finalmente chegou em um novo e ótimo valor. E se desculpou na sequência.

- Posso fazer por 44 pra você. Tentei fazer por 30, mas o sistema da Hertz não deixa, ja coloquei todos os descontos que eu poderia fazer – mostrando no monitor o erro que dava quando ele tentava abaixar mais o preço.

Eu quase chorei de alegria. Não podia ser verdade.

Somando seguros (peguei todos possiveis e imaginaveis), o preço ficou em 88/dia.

Claro que o valor 85/dia no carro era muito caro para o carro, mesmo sem ter uma reserva, e esse descontão fez parte de um chaveco. Porém, chaveco a parte, a única coisa que posso dizer sobre o atendimento é: sensacional! Os concorrentes se ajudaram, a Enterprise gastou dinheiro levando um cliente para Hertz.

Será que são do mesmo dono? Será que isso só aconteceu porque era uma cidade do interior? Será que dei sorte de encontra pessoas super prestativas? Será que é tudo isso junto e mais alguma coisa?

Eu sinceramente não sei responder essas perguntas, só sei que isso rendeu: peguei o carro, fui para Myrtle Beach, achei um Motel pela metade do preço, mais bem localizado, de frente pro mar e mais limpo. Fui ao shopping, comprei um monte de coisas, fui a balada, etc, etc, etc. Fiz dinheiro para cidade, sem o carro não o teria feito! Foi o estado da arte na questão de atendimento pra mim…

Minha dúvida é: será que isso se repetiria no Brasil?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

E-Dublin na Folha de Sao Paulo

É amigos, acho que muitos dos que visitam o E-dublin, também visitam o meu blog e o do Edu Giansante. Mas acho que depois de algumas outras porabenizações, divulgações espotaneas etc. chegamos a um ponto que eu sinceramente nao esperava: saímos na Folha de Sao Paulo!

Fizemos uma pequena entrevista por e-mail com a Marina Della Valle na sexta-feira da semana anterior, e 6 dias depois saímos no caderno de Turismo, inclusive com certo destaque.

Coloquei abaixo a reportagem escaneada que saiu no periódico na quinta-feira da semana passada.


O blog foi uma idéia simples, que no começo tinha apenas a intenção de registrar nosso dia-a-dia e colocar algumas dicas relevantes. Porém, não é comum as pessoas fazerem isso com seriedade e clareza. Juntamos isso com um pouco de humor e simpatia e temos o que o blog é hoje. Agradeço cada dia pelo reconhecimento que temos tido.

Acredito que o grande aprendizado desta história é "ajudar"! Acho que as pessoas então carentes de ajuda, carentes de ajudar e serem ajudadas. Até agora ajudar tem sido muito divertido e recompensador, basta descobrir qual é a forma de ajuda que mais te agrada... e então, pratique ajuda! =o)

www.E-Dublin.com.br

E-Dublin Groups
Notícia na folha online
Divulgação no BlueBus

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Paciência tem limite!

Diariamente a gente recebe vários e-mails falando de como ser uma pessoa melhor. Textos de falsos (ou não) Érico Veríssimos, Arnaldo Jabores etc. (Veja aqui)

Um dos assuntos preferidos é a paciência, justo, realmente é algo que até Buda bateu na tecla! Porém, talvez algumas abordagens sejam meio controversas. Você vira um paciente de vida se for tão paciente quanto algumas vezes pregam.

Na verdade, como já falei por aqui, o bom senso é o grande amigo da humanidade. Bom senso neste caso é saber dosar paciência, contra quanto algo vale a pena. Até quando esperar? Até quando tentar?

Será mesmo que é até onde a sua paciência aguentar, ou então esperar até onde vale a pena?

Pode parecer um insght "bobo", mas será que as vezes não esperamos demais para algo acontecer, e perdemos muito tempo sendo "pacientes" de algo que não vale tanto a pena? Certamente todos já tiveram, ou terão um momento de falsa ilusão, paciência excessiva, esperança incontida, que vai fazer esperar demais... É nessas horas que vale a pena pensar se realmente vale a pena ser paciente, afinal, paciência tem limite...

Leituras relacionadas:
http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/031/atitude/conteudo_237680.shtml

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Samsung Instinct X iPhone 3G

Eu recebi por e-mail de um amigo, Danilo Prado, e preciso ajudar a divulgar. É o site de divulgação do Samsung Instinct, concorrente do iPhone 3G (que eu também já falei por aqui), o Instinct, The Phone, faz suas vezes de filme, com uma cara meio The Dark Knight.


Achei muito boa a comparação feita no site, claro que eles procuram ressaltar as funcionalidades que eles conseguiram aperfeiçoar em relação ao iPhone 3G, e com certeza em alguns pontos o iPhone é melhor e isso não é mostrado pela Samsung. Porém, para mim que não sou nenhum grande fã do iPhone, me parece, que realmente, as funções mais populares do iPhone estão melhoradas no Samsung Instinct.

Achei ótima a comparação que eles fazem no site, eles tiveram o cuidado de não fazer disso o principal atrativo do site (apesar de ser inevitável ver o link e clicar nele). Se fosse algo além de uma parte do site faria com que as pessoas tivessem a impressão de que o Instinct é uma imitação do iPhone, o que poderia virar algo que daria o efeito oposto do que eles querem: mostrar que são melhores que o iPhone.

Vejam o site vocês mesmos. Achem muito boas as comparacoes, o formato, a página. Nota 10 para o site (talvez um pouco pesado, então 9,5).

http://www.instinctthephone.com/

sábado, 16 de agosto de 2008

Caso Knights Catering

Este artigo foi removido e publicado no website E-Dublin. Leia-o no link abaixo.


terça-feira, 5 de agosto de 2008

Saber Siebel pode salvar sua saúde!

Essa é a história do pequeno Wilson. Espero que ele não fique bravo por eu estar divulgando esta história.

Em uma de suas aventuras, o pequeno Wilson, trabalhador de uma grande empresa de tecnologia, fraturou um de seus braços. Apenas um pouso mal executado em um de seus voos de parapente.

Estavam ele e um amigo. Após o acidente, foram diretamente ao hospital. Entrada pela porta de emergencia. Depois de um rápido exame, idenficou-se que ele precisaria fazer uma cirurgia imediantamente.

Encaminhado ao centro cirúrgico, preenchimento de ficha. Carteirinha do plano, RG, blá blá blá e o braço dele quebrado.

Para a "sorte" do nosso amigo, a recepcionista teve quer ligar para a central de atendimento da Wilson Saúde para verificar se o plano dele cobria a cirurgia. Mas como era o dia de sorte dele, a atendente do Back-Office não conseguia encontrar no sistema se ele tinha ou não cobertura para a cirurgia. Daí então a recepcionista iniciou o diálogo:

- Senhor, parece que o seu plano não cobre a cirurgia.
- Como não? Claro que cobre.
- Senhor, a nossa atendente não está conseguindo encontrar a permissão no sistema para você fazer a cirurgia. Se o senhor quiser entrar com um processo para pedir através de um formulário...

Já com o sangue mais do que quente, e o braço mais que doendo, o pequeno Wilson soltou:

- Que sistema vocês usam?
- Desculpe senhor?
- É, que sistema vocês usam para ver se meu plano cobre ou não!?
- Não sei senhor.
- Deixa eu falar com a atendente.

A recepcionista ficou muda.

- Deixa eu falar com ela.
A recepcionista passou o telefone para o maneta Wilson, que começou a conversa com a atendente.

- Que sistema que você usa? É Siebel?
- Não sei, senhor!
- Como é a tela? Tem um menu assim, assim e assado?
- Sim...
- Clica lá!.. Agora ali.... acolá... Pronto, aí vai estar escrito minha cobertura.
- Encontrei senhor, o plano cobre.
- Tá bom, agora fala isso pra recepcionista aqui.

Assim, finalmente, ele conseguiu a permissão para fazer a cirurgia. Tudo correu bem daí em diante, ele inclusive consegue usar o braço, um dia quebrado e inutilizado.


Agradecimentos ao Wilson que permitiu a publicação deste post.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Novas Regras de SAC

Pois é, parece que o Lula vai assinar um decreto bacana. As intencoes sao das melhores, realmente precisamos que os servicos sejam mais facilmente acessados e cancelados.

Eu já trabalhei em atendimento, e ouvi muitas reclamacoes de gente que já havia cancelado os servicos há um bom tempo, e continuvam sendo cobrados. Passava um mes, aí o cliente tem que pagar a última conta antes de cancelar, mas ele já tinha cancelado antes, mas o atendente nao tem registro de nada, mas o cliente nao vai pagar, entao o nome dele vai pro SERASA, mas pelo menos cancelam o servico.

Foi assim que vi muitas dessas situacoes se resolverem: o cliente simplesmente esperou a empresa cancelar por falta de pagamento, já que faltou qualidade no servico.

Por outro lado, acho pouco provável que as empresas se adequem a isso, ainda mais no prazo absurdo de 60 dias após a divulgacao.

Empresas de telefonia fixa e móvel, banco, internet, TV a cabo, cartão de crédito e aviação civil terao que adaptar suas URAs (Unidade de Resposta Audível), para que clientes consigam acessar células de cancelamento no primeiro menu. E consequentemente, permitir que clientes tenham acesso a atendentes logo no primeiro set de opcoes do menu.

Isso vai de encontro a estratégia de URA utilizada por muitas empresas: IMPEDIR QUE CLIENTES FALEM COM ATENDENTES.

Quanto menos clientes falarem com atendentes, menos PAs (Posicoes de Atendimento) precisam ser criadas, menos pessoas contratadas, menos investimento em infra-estrutura e assim por diante.

Acho que antes de ser implentado, vai ter muita conversa entre Governo e Call Centres. E mesmo quando finalmente todos tiverem implantado, com certeza o famoso "jeitinho brasileiro" vai dar um jeito de "dizer que cumpri" a lei, mas na verdade, continua idiotizando o cliente do outro lado da linha...

Veja mais em:
http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/07/30/ult1913u92873.jhtm
http://web.infomoney.com.br/templates/news/view_rss.asp?codigo=1242726&path=/suasfinancas/

*Assunto levantado por Thiago Montini, no Webees.

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