terça-feira, 27 de maio de 2008

Sucesso (Ou Fiasco?) - Por Max Gehringer ...

Poucas vezes li uma cronica tao infeliz em toda minha vida.

Incrivel como esta cronica esta em todos os blogs, e em todos esta sendo elogiado. Pra quem ainda nao leu, acesse, e confira antes de ler meus comentarios:
http://www.via6.com/topico.php?tid=115356&uid=MariseJalowitzk


Agora que estamos todos na mesma pagina, podemos fazer alguns questionamentos sobre cada um dos topicos do texto dele.

1- Voce se lembra de quem ajudou voce a entrar na empresa onde voce trabalha atualmente? De quem ficou ateh mais tarde te ajudando a terminar algum servico? De quem te indicou a pessoa certa para uma conquista? De um bom conselho recebido?
Pra todas essas perguntas, minha resposta eh sim.

2 - Essa eu acho que nao vale nem a pena comentar? A importancia de um favor diminui com o tempo? A de uma desfeita aumenta?
Suponha que voce recentemente virou gerente na sua empresa, empresa no qual foi indicado por um colega... a importancia do favor diminuiu? Nao entendi...
O cara nao te extendeu a mao pra cumprimentar (usando o excelente exemplo do colunista) e depois de 10 anos esse ato eh ainda pior?
Enfim... tentou complementar a ideia do topico 1 e utilizou uma metafora sem a menor coerencia.

3 - Alguem concorda com essa distincao de colega e amigo? Faz sentido pra voces? Os estereotipos usados nao parecem ser muito realistas, parecem mais personagens de novela em que o amigo vira colega e o colega vira vilao em 2 capitulos (normalmente no de sexta para sabado)

Acho que o final eh a melhor parte! ''Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A Lei da Perversidade Profissional diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.''

Entao de nada adianta fazer amigos? Pra que cativar, semear, renovar, cultivar um bom networking? Vah ao trabalho, execute suas tarefas, nao fale com ninguem, e volte pra casa.. assim voce nao farah inimigos... tenho certeza que foi assim que Donald Trump, Roberto Justos, Steve Jobs lograram em suas carreras, nao eh Max?

''Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.''
Ueh, e eu que achava o oposto? Que bobinho neh...

E que historia eh essa de 'coincidencia biologia'? Faca-me um favor...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Historia de Sucesso

Cada um que visita a Irlanda para fazer intercambio chega aqui com um objetivo. O meu era: aperfeicoar o ingles, ter uma experiencia de vida e quem sabe galgar uma oportunidade de ficar com por aqui por um tempo (trabalhando formalmente).

Nas primeiras duas semanas em Dublin conhecemos, em nosso Homestay, um brasileiro que soh sabia falar apenas uma frase (errada) em ingles ''No speak english''. Ele estudava na Grafton College tambem.

Ele, no Brasil, trabalhou por 8 anos em hotel, como garcon, e veio buscar na Irlanda a possibilidade de subir na carreira (uma vez que em hotelaria, ingles eh essencial). Largou tudo (emprego, namorada) para vir para Irlanda aprender ingles, trabalhar na sua area e ainda guardar dinheiro pra quando voltar pro Brasil daqui 2 anos.

Mas ele nao escolheu a Irlanda a toa, varios de seus amigos, conhecidos estao por aqui. E no que isso ajudou? Bom, quando muita gente com mais capacitacao na lingua pena por ai (assim como eu), ele conseguiu um emprego full-time em uma cidade do interior atraves de um amigo.

Nao eh o melhor salario do mundo, e ele vai voltar a ser kitchen porter (lavador de pratos) do hotel, mas vai conseguir guardar um bom dinheiro por mes e praticar a lingua no seu dia-a-dia.

O mais interessante, eh que ele continua focado! Vai continuar as aulas com uma professora particular por lah. Nao podemos nunca esquecer do 'por que' viemos!

Desejo aqui, toda sorte do mundo pra ele! E viva o networking, relacionamento eh tudo nessa vida.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Experiencia Profissional

Ou de vida?

Completando 45 dias no 'estrangeiro', e ateh agora todo trabalho que eu consegui foi ser garcon de evento.

Isso me traz a memoria algumas situacoes importantes do nosso cotidiano em um empresa. Por diversas vezes tive de deixar de ser Analista de Negocio pra ser 'garcon', e reclamava! Hoje, cada dia de trabalho como garcon eh uma bencao, e uma parte do aluguel que esta sendo paga.

O garcon na empresa normalmente eh nosso amigo estagiario, ou aquele rapaz na base da piramide hierarquica. Muita vezes eh chato fazer o trabalho bracal, ou o famoso trabalho de 'ximpanze', mas precisamos aprender a valorizar.

Eu estou aprendendo a valorizar, descobrindo que o trabalho bracal pode ser vital, as vezes pra empresa, mas... soh eh importante mesmo, quando eh importante pra voce.

Mais sobre o intercambio em www.intercambioeviagem.com.br/

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Conexoes Corporativas

Orkut.com nao eh novidade pra ninguem, assim como facebook.com tambem nao eh.

O ''Orkut Corporativo'', www.linkedin.com, possibilita voce a se conectar com amigos, colegas de trabalho, gerentes etc. Nada mais eh que um Curriculo Virtual, no qual voce se conecta a pessoas, e em vez de te deixarem scraps, ou bisbilhotarem sua vida, as pessoas que trabalharam com voce podem te recomendar.

Nao seria interessante trabalhar em uma empresa grande, e ao sair dela, o seu gerente marcar no seu curriculo que voce foi um otimo funcionario e apontar todos seus pontos fortes? Isso eh possivel no linkedin, e cada recomendacao vale ''um caminhao de milho'' (como diria minha avoh). Ou voce acha que se voce nao for alguem de 'confianca' um gerente, ou diretor vai te recomendar na internet para todo mundo ver?

Se enviar curriculos pela internet jah era facil, agora pode ficar mais facil ainda. Um curriculo padronizado, que jah conta com referencias passadas, disponivel na rede mundial de computadores. Basta enviar o link, e aqui vai o meu www.linkedin.com/in/homerocarmona.

Outra ideia que surge agora e pode vingar, eh o Orkut corporativo de cada empresa. Na Accenture foi criado o 'Accenture Connections', no qual os 160 mil funcionarios da empresa cadastram seu perfil pessoal e profissional e podem se conectar diretamente a amigos da empresa ao redor do mundo, participar de foruns e discussoes. Este eh, assim, mais um canal de troca de informacao em uma empresa que a informacao e o conhecimento precisa estar na veia dos funcionarios. Mas serah que isso soh eh util para a Accenture ou eh tambem para qualquer outra empresa?

Faca jah seu linkedin, e se for bom o suficiente, consiga o maximo de recomendacoes de seus chefes.

Dica para o Linked in eh: se puder, o escreva todo em ingles!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

De Analista de Negocios a Garcon de Corrida de Cavalos

Finalmente consegui meu primeiro emprego em territorio estrangeiro. Na primeira semana eu havia conseguido um trabalho para arrumar prateleiras, mas aquela historia de infomalidade... de repente o cara nao me ligou mais! Ontem liguei pra ele, vou mandar o CV de novo, enfim...

Felizmente, apos tres semanas consegui a primeira fonte de renda, um bico de Garcon, no maior evento de corida de cavalos da Irlanda.

Para contar a historia desde o comeco, como consegui este bico? Meu amigo que esta aqui comigo (Edu Giansante) conseguiu esta vaga, mas na sexta-feira, enviaram um SMS cancelando, falando que nao precisariam mais dele. Ficamos p. da vida, mas tudo bem. O evento comecou na terca-feira, dia em que, as 22h, a mesma empresa que havia cancelado a presenca do Eduardo, ligou solicitando que ele fosse, e que levasse ainda mais 3 pessoas... foi ai que me encaixei.

Primeira paralelo rapido: Quando a empresa nao quer mais o funcionario, eh mto facil dispensa-lo, pois qdo ela precisa, o funcionario vai como um cachorrinho. O Analista ou o Garcon, e ateh mesmo o Analista Garcon!

Comecei a trabalhar. Quarta-feira de manhazinha jah estava em Purchstown, recebendo instrucoes do meu novo chefe e morrendo de medo de fazer um monte de besteira.

Primeiro dia, tudo deu certo! Servi todo mundo direitinho. Eram apenas eu uma polonesa servindo e limpando mesa de cerca de 200 pessoas, mas tudo deu certo e teve ateh gorgejinha no final.

Segundo dia, um pequeno incidente. Apos servirmos o almoco (buffet), todos haviam comido refeicao e sobremesa, chegou a hora de recolher os saleiros, manteigas, etc. Eu tava correndo pra um lado, o gerente correndo pra outro quando ele gritou ''Homer, collect salt, pepper and butteries!'', e eu prontamente atendi. Peguei uma bandeja e recolhi da primeira mesa, mas na segunda quando fui pegar o saleiro ''pluft''! Eis que caiu um copo de vinho, e caiu em um dos senhores da mesa.

A mulher dela riu-se e disse: ''Oops, You`re so lucky!'' (pq nao caiu no vestido dela), e o marido dela com aquela cara de bunda. Peguei a toalhinha tentei ajudar.

Segundo paralelo: Serah que no mundo corporativo eh diferente? Voce esta correndo pra entregar algo, de repente vem seu chefe e grita ''Fulano, preciso de outra coisa pra agora!'' Voce uimediatamente para o que estava fazendo e sai correndo pra atender o pedido, e quando finalmente termina o relatorio, manda com um valor desatualizado. Ou seja, na pressa acaba fazendo uma pequena lambanca.
Terceiro dia, o casamento: Nada de estraordinario aconteceu, apenas que precisavamos servir a ''Top Table'' (mesa dos noivos) primeiro, e todos de uma soh vez. Entao, ensaiamos. Na hora de servir, apareceu gente pra ajudar de outro lugar, e quem era de lah mesmo ficou ainda mais perdido. Mas no final conseguimos servir a todos sem desastres ou atrasos.

Terceiro paralelo: Passei por uma situacao parecida como Analista de Negocios. estavamos todos correndo para finalizar o projeto, de repente o gerente chamou reforco de todos os cantos possiveis, gente que nao sabia do que se tratava o projeto ou ateh mesmo o cliente. Vieram pra ajudar, mas no final das contas todo o trabalho deles foi jogado no lixo, pois foi impensado e descordenado. Perda de mais tempo e de um bom dinheiro, pois eram recursos caros para o projeto.

Quarto e ultimo dia: Open bar, para enlouquecer qualquer garcon? Ou nao, creio que foi o dia mais bacana, em que clientes e funcionarios (garcons) estavam mais leves. Pra mim correu tudo bem, e o chefe ateh liberou uma cervejinha no final.

Quarto pararelo: O ultimo dia de trabalho normalmente eh bem legal, desde que seja um final planejado! Quando isso acontece, a cerveja eh sempre uma das companheiras, tanto pro analista, quanto para o garcon.

Para quem quer mais noticias sobre a Irlanda, acesse http://e-dublin.blogspot.com

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Trampos e Trabalhos

Finalmente, depois de mais de mês que fiz o último post, cá estou eu de volta ao mundo do blog.

Agora já em uma nova rotina, morando em Dublin, na Irlanda, como intercambista.

Bom, até o momento acredito que mandei cerca de 200 currículos (todos pela internet), e estou agora "empregado".

A minha pequena experiência no Brasil ainda nao me ajudou efetivamente, mas acredito que possa ajudar num futuro próximo. Recebi algumas respostas questionando sobre o "work permit" (visto para trabalhar legalmente na Irlanda), mas ainda nada efetivo... ou por falta de "work permit", ou por que meu visto de estudante só me permite trabalhar part-time (meio período).

Bom, enquanto a boa notícia nao chega, vou tentando me acostumar com os "Trampos", em que o contrato é um aperto de mao e um "Muito Obrigado".

Pela primeira vez, vou passar pela experiência de receber menos do que preciso pra viver, mas vou continuar procurando, pois ainda nao botei fé e nao me satisfiz. O problema nao é o trabalho (arrumar prateleiras), e sim nao ter o suficiente para viver!

Completando duas semanas de Irlanda, e 1 mês longe de trabalho formal, tudo ainda é festa. Com o tempo certamente aprendizados sobre as diferenças de trampo e trabalho virao...

Amanha é dia de trampar... ou nao, depende... de o Fred da Dee Set me ligar, tomara que ligue, ou nao... tomara que ligue outra empresa pra fazer entrevista! Ia ser bom... estou na expectativa... mandando vários e vários currículos todos os dias!

Vejam mais sobre minha vida em dublin em http://e-dublin.blogspot.com .

domingo, 9 de março de 2008

Demissão honesta!

Não existem regras no meio corporativo, mas existem formas justas e honestas de realizar as coisas.

Porém, nossa experiência mostra que a sinceridade, assim como na vida pessoal, é sempre o melhor caminho.

"Demissão honesta" é quando as duas partes, empregador, e empregado sabem antecipadamente do fato, e tem plena consciência do porque está acontecendo.

Eu vou contar minha última experiência, em que pedi demissão, porém, vou pedir o Rogério iniciar uma história, da última vez em que ele teve que demitir um subordinado.

Para iniciar qualquer história, é preciso salientar, que em tudo nessa vida é necessário franqueza e objetividade. Dito isso, a minha gestão, sempre embasada na tranquilidade, confiança e responsabilidade de cada um busca trazer um ambiente mais tranquilo para todos.

Neste cenário, todos estão abertos a darem idéias, ajudarem, pedirem ajuda, dar e receber feedback.

Meu último estagiário recebeu feedbacks, praticamente diários:

Segunda...
- Faz isso pra mim até amanhã... por favor!
- Ok!
Terça...
- Ta pronto?
- Pô, esqueci
- Quando eu peço com um prazo é por que preciso que ele precisa ser cumprido! Não é a primeira vez que você me dá uma dessa!
Quarta...
- Desculpe Rogério! Tive médico agora de manhã.
- Ok! Tente me avisar antes da próxima vez. E o que eu te pedi, está pronto?
- Ah, você ainda precisa? Pensei que...
- Da próxima vez me pergunte, por favor.
Quinta... Reunião de feedback!
- Acho que você precisa se comprometer um pouco mais... Tentar se organizar melhor, vida pessoal e profissional. Tem algum problema, algo que possamos gerenciar?
- Desculpe Rogério. Concordo que não estive 100%, mas vou melhorar.
- Ok!

Semana seguinte, e nada muda. Na próxima segunda-feira.
- Anderson, vamos conversar na salinha por favor...
-...Anderson, o que eu faço com você?
- Como assim Rogério?
- Você não entrega nada no prazo e como eu quero. Chega atrasado sem aviso prévio... e a única situação que te deixei tocar sozinho, deu a maior confusão. O que acontece?
- Desculpa Rogério...
- Se você fosse eu, o que você faria?
- Olha Rogério, eu sei que não venho bem... mas...
- O que você faria?
- ...
- Amanhã, passe no DP, por favor.
- Não Rogério, estou com um monte de problemas em casa...
- Você poderia ter me falado isso antes...

A resposta que estava na língua dele era "eu me demitiria". Mas ele tinha tanto medo, que nem no momento mais tenso, conseguiu admitir e ser sincero. Não adianta correr atrás do prejuízo. Quando é uma demissão comum, sem motivos de cortes de custo, o demitido sabe que isso está prestes a acontecer, e só depende dele contornar... sendo sincero consigo, e com quem mais seja necessário.

Este é um dos sentidos da coisa. Quando o funcionário é desligado, ele precisa saber o porquê antecipadamente, e caso hajam motivos, é preciso que isto seja feito no momento certo.

No meu caso, quando me desliguei, já programava isso havia praticamente 1 ano. Almejava uma viagem ao exterior, conhecer novas culturas, e fazer um curso. Na época eu era apenas um analista, jovem e cheio de esperança.

Quatro meses antes da minha viagem, quando tudo já estava acertado, chamei meu gerente para uma conversa (vou colocar o pseudonome de João nele para este texto).

(O Jeferson realmente não é muito criativo pra nomes, enfim...)

- João... desde ano passado venho programando uma viagem, a realização de um sonho, e uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, que não acontece duas vezes na vida. Viajarei para a Europa, onde pretendo ficar um ano e meio fazendo curso de inglês e um de especialização em gestão em marketing.

João se ajeitou na cadeira... e eu continuei.
- A viagem está programada para daqui 4 meses, então, daqui 3 meses pretendo me desligar da empresa. Terei 1 mês para descansar e preparar os últimos detalhes. Faço questão de te avisar antes, para que possamos nos programar.

Não sei reproduzir as palavras dele, porém, o apoio foi total. Fez questão de manter as portas abertas para quando eu retornar, e com 3 meses de antecedência pode planejar a chegada de um novo analista.

A partir daquele momento, era difícil se manter 100% centrado nas tarefas da empresa, ainda mais com tantas coisas acontecendo, e tantas saudades florescendo. Mas, todos os esforços foram feitos para que se pudesse contar comigo como antes, ou até mais do que antes.

Na data da minha despedida... agradecimentos e desculpas de ambas as partes, mostrando a gratidão pela oportunidade de conviver em um ambiente no qual era visível a franqueza de subordinado e a compreensão e o apoio de gestores. Realmente, para mim, foi o estado da arte do que entendo por “demissão honesta”.

Os dois exemplos não se aplicam a todas as situações do meio corporativo, entretanto são exemplos capazes de justificar a honestidade e a franqueza em grande parte das situações de demissão.

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